No Brasil, o afogamento é a segunda causa de morte entre bebês e crianças de 0 a 14 anos, segundo dados da ONG Criança Segura

Em 2022, mais de 4.800 pessoas morreram afogadas. Os homens constituem a maioria das vítimas e a maior parte das mortes ocorre no mar. O verão é a estação alta para a natação e, infelizmente, também para os incidentes de afogamento.
Em toda a Europa e no mundo, o afogamento é uma das dez principais causas de mortalidade de crianças e jovens com idades compreendidas entre os 1 e os 24 anos.
Em 2022, 4.810 pessoas morreram devido a afogamento e submersão na União Europeia, de acordo com o Eurostat.
Este número representa menos 194 mortes do que em 2021, uma diminuição de 3,9%. Esse número alto fez com que as autoridades se pronunciassem publicamente: em vez de olharem as crianças, os pais estão prestando atenção nas telas de smartphones.
O maior número de mortes foi registado em França, onde 784 morreram, seguido da Alemanha (542), Polônia (535) e Roménia (472).
Entre os adultos, metade das mortes por afogamento ocorrem no mar, enquanto um terço das mortes por afogamento entre as crianças ocorre em piscinas privadas.
O sítio Web do governo francês indica que o maior número de afogamentos mortais ocorre no mar, seguido dos rios, piscinas privadas e outras massas de água.
Os números mais baixos registaram-se no Luxemburgo (1), em Malta (3) e em Chipre (13).
Tal como em anos anteriores, morreram mais homens do que mulheres por afogamento em todos os países da UE.
O relatório concluiu também que o facto de saber nadar não reduz necessariamente o risco de afogamento de uma criança.
Prevenção de mortes por afogamento
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o afogamento é uma causa evitável de morte prematura.
Para além de ensinar noções básicas de natação, segurança na água e técnicas de salvamento seguras às crianças em idade escolar, a OMS recomenda que as crianças em idade pré-escolar se afastem da água, que se instalem barreiras para controlar o acesso à água, que se dê formação sobre salvamento e reanimação seguros e que se imponha a utilização de coletes salva-vidas nos transportes marítimos.
Brasil
O Brasil convive, ano após ano, com um drama previsível: a morte de crianças e adolescentes por afogamento. Segundo o último levantamento do Ministério da Saúde, divulgado recentemente, entre 2010 e 2023 foram registradas 71.663 mortes por afogamento no país. Dessas, 12.662 (17,7%) envolveram adolescentes de 10 a 19 anos e 5.878 (8,2%) tiveram como vítimas crianças de 1 a 4 anos.
O Boletim Epidemiológico 2025 mostra que o afogamento é a segunda principal causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos.
Os dados também revelam um recorte importante: meninos, especialmente entre 1 e 4 anos, apresentam as maiores taxas de mortalidade. Do total de óbitos, 67,6% eram do sexo masculino.
Medidas simples podem ser tomadas, como a supervisão constante por adultos, ensino de segurança aquática e instalação de barreiras físicas — cercas em piscinas, por exemplo.
O Brasil convive, ano após ano, com um drama previsível: a morte de crianças e adolescentes por afogamento. Segundo o último levantamento do Ministério da Saúde, divulgado recentemente, entre 2010 e 2023 foram registradas 71.663 mortes por afogamento no país. Dessas, 12.662 (17,7%) envolveram adolescentes de 10 a 19 anos e 5.878 (8,2%) tiveram como vítimas crianças de 1 a 4 anos.
O Boletim Epidemiológico 2025 mostra que o afogamento é a segunda principal causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos.
Os dados também revelam um recorte importante: meninos, especialmente entre 1 e 4 anos, apresentam as maiores taxas de mortalidade. Do total de óbitos, 67,6% eram do sexo masculino.
Medidas simples podem ser tomadas, como a supervisão constante por adultos, ensino de segurança aquática e instalação de barreiras físicas — cercas em piscinas, por exemplo.
Número de Crianças que vieram a óbito em afogamento
No Brasil, cerca de 5.500 a 5.700 pessoas morrem afogadas por ano, com uma média de 15 óbitos por dia, de acordo com dados de 2021 e estimativas de 2023 e 2024 da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA) e da Agência Brasil. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde indicam um total de 71.663 mortes por afogamento entre 2010 e 2023.
Não foi possível encontrar o número exato de crianças afogadas no Brasil em 2024 até o momento, mas os dados de 2024 da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) indicam que cerca de três crianças morrem afogadas por dia no Brasil, sendo o afogamento a segunda maior causa de morte para crianças de 1 a 4 anos e a quarta causa para a faixa etária de 5 a 24 anos. Em 2023, a Sobrasa registrou um total de 943 mortes de crianças de 1 a 4 anos, e dados de 2024 sugerem que as mortes de crianças e jovens continuam a ser uma preocupação.
Não foi possível encontrar o número exato de crianças afogadas no Brasil em 2024 até o momento, mas os dados de 2024 da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) indicam que cerca de três crianças morrem afogadas por dia no Brasil, sendo o afogamento a segunda maior causa de morte para crianças de 1 a 4 anos e a quarta causa para a faixa etária de 5 a 24 anos. Em 2023, a Sobrasa registrou um total de 943 mortes de crianças de 1 a 4 anos, e dados de 2024 sugerem que as mortes de crianças e jovens continuam a ser uma preocupação.
