ALERTA - Desastres naturais deixam 48 cidades em estado de emergĂȘncia

Minas Gerais tem 43 municĂ­pios atingidos por fortes chuvas


A Defesa Civil Nacional reconheceu, hoje (8), a situação de emergĂȘncia em mais 48 cidades atingidas por desastres naturais. O cenĂĄrio abrange municĂ­pios da Bahia, CearĂĄ, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

A maior parte dos reconhecimentos foi concedida a localidades mineiras atingidas por chuvas intensas. Ao todo, são 43: Açucena, Almenara, Arapuå, Bandeira, Barbacena, Bom Jesus do Galho, Campestre, Capelinha, Carlos Chagas, Cataguases, Coimbra, Córrego Novo, Divisópolis, Dom Joaquim, Felisburgo, Ferros, Frei Gaspar, Galiléia, Jacinto, João Monlevade, Jordùnia, Juramento, Ladainha, Luisburgo, Munhoz, Muzambinho, Naque, Ouro Verde de Minas, Paraopeba, Pavão, Peçanha, Pescador, Piranguinho, Rio do Prado, Rio Piracicaba, Salinas, Santo AntÎnio do Jacinto, São Domingos do Prata, São Francisco, Teófilo Otoni, Timóteo, Ubaporanga e Urucuia.

De acordo com o MinistĂ©rio do Desenvolvimento Regional, outras cinco cidades de quatro estados foram reconhecidas ontem (7) em situação de emergĂȘncia: CĂ­cero Dantas (BA) e Laguna (SC) por chuvas intensas e Itapicuru (BA), CrateĂșs (CE) e Campo Redondo (RN) por estiagem.

Chuvas

Nesta quinta-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de "perigo potencial" para chuvas intensas. Segundo o comunicado, hå previsão de chuva entre 20 e 30 milímetros/h (mm) ou até 50 mm/dia e ventos intensos, entre 40 e 60 km por hora. No entanto, hå baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de årvores, alagamentos e de descargas elétricas.

Segundo Inmet, estão incluídos no comunicado: centro goiano, leste goiano, sul goiano, Vale do Rio Doce, central espírito-santense, leste de Mato Grosso do Sul, noroeste espírito-santense, pantanais sul mato-grossense, Jequitinhonha, litoral norte espírito-santense, noroeste de Minas, Vale do Mucuri, centro-sul mato-grossense, norte de Minas, sudoeste de Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, central mineira, centro norte de Mato Grosso do Sul, Triùngulo Mineiro/Alto Paranaíba, Araçatuba, noroeste goiano, região metropolitana de Belo Horizonte e São José do Rio Preto.

La Niña

Entre os responsåveis pelas chuvas intensas no país estå o fenÎmeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento das åguas superficiais de partes central e leste do Pacífico Equatorial e por mudanças na circulação atmosférica tropical, impactando os regimes de temperatura e chuva em vårias partes do globo, incluindo a América do Sul.

De acordo com a Organização MeteorolĂłgica Mundial (OMM), a atuação do fenĂŽmeno La Niña deve persistir, pelo menos, atĂ© fevereiro de 2023. Caso a previsĂŁo se confirme, serĂĄ o terceiro verĂŁo do HemisfĂ©rio Sul consecutivo sob influĂȘncia do fenĂŽmeno, algo que ocorreu pela Ășltima vez entre 1998 e 2001.

No Brasil, durante eventos do La Niña, quase sempre é observado um crescimento dos volumes de chuva nas regiÔes Norte e Nordeste com chuvas abaixo da média na Região Sul, além de uma ligeira diminuição nos valores de temperatura no Sudeste e Sul.

đŸ“· ⒸGoverno de Alagoas
Por HeloĂ­sa Cristaldo/AB
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